O teatro brasileiro vive um momento de consagração internacional. Em fevereiro de 2026, o espetáculo “Passado Presente Zenturo” escreve mais um capítulo em sua trajetória, ao integrar a programação do 25º Bharat Rang Mahotsav.

Promovido pela prestigiada National School of Drama, na Índia, o evento é amplamente reconhecido como um dos maiores e mais influentes festivais de teatro do mundo. A circulação em solo indiano contará com duas apresentações oficiais, uma em Bangalore e, outra, em Nova Délhi.

 

Uma Trajetória de Fronteiras Rompidas

Esta não é a primeira vez que a obra leva a bandeira do Brasil para grandes palcos estrangeiros. A projeção internacional do espetáculo consolidou-se em abril de 2024, quando representou o país na estreia do 5º GITIS FEST, em Moscou. O festival, produzido pelo Russian Institute of Theatre Arts, reuniu produções dos países que compõem o BRICS, colocando o trabalho em diálogo direto com a tradição teatral russa.

Reconhecimento e Consolidação no Cenário Nacional

No Brasil, o espetáculo já é um nome forte no circuito profissional. Em 2024, percorreu palcos fundamentais como o Festival de Teatro de Vinhedo, o Festival Profissionalizante de Barueri, as Satyrianas e o Circuito Macunaíma de Teatro.

Em 2025, o reconhecimento artístico e institucional foi reafirmado com uma temporada selecionada para o TUSP (Teatro da Universidade de São Paulo), um dos espaços mais respeitados da cena teatral paulistana, alcançando novos públicos e críticas positivas.

 

A Força da Criação Coletiva e da Formação

“Passado Presente Zenturo” é o resultado de uma potente criação cênica coletiva. O texto nasce de um encontro estético: a obra “Marcha para Zenturo”, da dramaturga brasileira Grace Passô, em diálogo com o clássico russo “As Três Irmãs”, de Anton Tchékhov.

O que torna essa jornada ainda mais inspiradora é a sua origem. O espetáculo nasceu como trabalho de conclusão de curso do técnico profissionalizante do Teatro Escola Macunaíma. E o sucesso da peça reafirma o vigor do teatro estudantil brasileiro, além da importância de instituições que apoiem a circulação de seus formandos.

 

Mais informações: Ficha técnica do espetáculo 

O espetáculo ganha vida através da visão artística do diretor-pedagogo André Haidamus, que guia um elenco afiado, composto por onze atores e atrizes: Ângelo Marin, Débora Fogaça, Ema Rossi, Fernanda Mamedes, Gabriel Roberto, Gustavo Mafia, Lorenza Vilalba, João Márcio, Lenon Bidoia, Marcela Fonseca e Mauro Ornelas. A atmosfera sensorial da peça é completada pela iluminação precisa de Camila Andrade e pela sonoplastia e vídeos de Cássio Gondim, que criam a imersão necessária para o diálogo entre as obras de Passô e Tchékhov.

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